quinta-feira, 28 de junho de 2012

Albuquerque, Georgina de (1885 - 1962)

"Cena rural com cavalos"



Georgina de Moura Andrade Albuquerque (Taubaté SP 1885 - Rio de Janeiro RJ 1962). Pintora, professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli (1858 - 1936). Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque (1877 - 1939) e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes] e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba.
Georgina de Albuquerque é uma das principais mulheres brasileiras a conseguir firmar-se como artista no começo do século XX. Em suas pinturas, a artista tem como parâmetro o impressionismo e suas derivações. Elas apresentam uma paleta de cores luminosas, empregada com sensibilidade. Os temas mais constantes de Albuquerque são o nu, o retrato e a paisagem. Em Raio de Sol, s.d. ou Dia de Verão, ca.1920, com amplas pinceladas, ela explora as incidências luminosas e a vibração cromática. A partir de 1920, passa a trabalhar com uma paleta mais sóbria e a realizar pinturas com temas da vida popular, como Duas Roceiras, s.d. ou No Cafezal, ca.1930, entre outras.

terça-feira, 26 de junho de 2012

“Leitura” – Almeida Junior


Este quadro é considerado uma obra de ruptura, pois quebra com os padrões da figura feminina lançando um olhar diferenciado para esta mulher que tem desejos e vontades que não eram considerados no século XIX. Os indícios para esta conclusão estão nos seguintes elementos; a mulher foi retratada sozinha com uma postura mais desalinhada, os cabelos soltos fazem referência à liberdade e luxuria com um apelo sensual.

A mulher está lendo um livro o que não era comum para as mulheres na época, o que lhe indica acesso a cultura universo dominado pelos homens ( cultura=poder).

O corpo desta mulher está praticamente nos quadrantes de maior valor da ordem do sagrado e do profano. A parte da cabeça= intelecto é do sagrado e o corpo =desejos é do profano.




Professora Marisa Susi Feitosa - Historiadora  da Arte

O desenho comunica