A arte de viver, de perceber, de olhar as formas, enfim, o belo é o fio que conduz o olhar por um percurso visual relatando a beleza de estímulos coloridos com as suas vibrações. Arte é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepções, emoções e ideais, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente. Profª Marisa Susi Feitosa
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
Amedeo Modigliani
Madame G. van Muyden, Amedeo Modigliani
Autodidata e dono de um estilo inconfundível,
Modigliani teve uma vida intensa, marcada por grandes amores e infortúnios.
Morto precocemente em 1920, aos 35 anos, conviveu com os principais nomes da
cena artística parisiense de sua época. Na mostra, esta intimidade vem à tona
no diário de sua mãe, em cartas trocadas com amigos como Pablo Picasso, André
Derain, Max Jacob e Léonard Foujita e nas fotos de seu ateliê, de suas modelos
e dos lugares onde viveu.
Outro destaque
são as 22 obras produzidas pela mulher e amigos de Modigliani, que contribuem
para contextualizar o profícuo período vivido pelo artista. São três óleos de
sua esposa Jeanne Hébuterne, uma gravura de Picasso, outra de Foujita, pinturas
feitas a quatro mãos com Moïse Kisling, além de peças de Marevna, Jacob e
outros.
Com curadoria no
Brasil de Olívio Guedes, diretor da Casa Modigliani (SP), e internacional do
professor Christian Parisot, presidente do Modigliani Institut Archives Légalés
Paris-Roma, as obras e peças expostas vêm do acervo deste instituto
e de colecionadores particulares, além de telas do acervo do MASP. “Modigliani,
que foi definido ‘o artista sem mestres e sem discípulos’, se destaca no panorama
de nomes importantíssimos da história da arte por ter sido fiel à sua visão
figurativa da arte, conseguindo chegar a um signo identitário, que é síntese
perfeita entre a imagem e o sentimento que isso suscita em transferir a alma
dos sujeitos, e não apenas as fisionomias deles”, diz o curador.
Após São Paulo, Modigliani:
imagens de uma vida segue
para o Museu Oscar Niemeyer (MON) em Curitiba.
Jean-Baptiste Camille Corot
Rosas
num Copo, de Corot, é uma das obras do acervo MASP na exposição ROMANTISMO - A
ARTE DO ENTUSIASMO.
A Natureza, o Corpo, as Paixões, a Paisagem
Urbana, o Imaginário. Estes e outros temas caros ao pensamento contemporâneo
norteiam Romantismo – A arte do entusiasmo,
exposição que o curador Teixeira Coelho concebeu a partir do acervo do MASP
para o ano de 2010. Ao todo, 79 obras-primas foram escolhidas e, divididas em
nove seções, serão apresentadas ao público num painel que reúne alguns dos
maiores gênios da pintura do final do século 15 aos dias de hoje.
A mostra conta com o patrocínio do Banco PSA
Finance Brasil e apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Para o filósofo britânico Isaiah Berlin, “o
Romantismo foi a maior mudança no pensamento ocidental em todos os tempos”,
aponta Teixeira Coelho. “Foi uma gigantesca e radical transformação. Mais do
que uma transformação, uma revolução. Revolução contra o quê? Contra tudo.
Contra as ideias eternas e universais, contra o passado e contra o
futuro", complementa o curador, que foi buscar no acervo do MASP as obras
que ajudam a traduzir, em momentos diversos da história da arte desde o final
do século 15, os preceitos que viriam a compor o ideário romântico que move a
sociedade desde então.
Ao todo, 63
artistas estão na mostra, entre eles El Greco, Bosch, Turner, impressionistas
como Gauguin, Van Gogh, Renoir, Monet e Manet e modernos e contemporâneos como
Dali, Rodin, Matisse, Amélia Toledo, León Ferrari e Marcelo Grassmann. Neste
link, veja a relação de artistas e obras em nove grupos propostos pela
curadoria, integrada também pelo curador adjunto Denis Molino.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Albuquerque, Georgina de (1885 - 1962)
"Cena rural com cavalos"
Georgina
de Moura Andrade Albuquerque (Taubaté SP 1885 - Rio de Janeiro RJ 1962).
Pintora, professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor
italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em
1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com
Henrique Bernardelli (1858 - 1936). Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de
Albuquerque (1877 - 1939) e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École
Nationale Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes] e
ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911,
expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição
Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em
1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da
Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de
Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e
institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e
1954, exerce o cargo de diretora da Enba.
Georgina
de Albuquerque é uma das principais mulheres brasileiras a conseguir firmar-se
como artista no começo do século XX. Em suas pinturas, a artista tem como
parâmetro o impressionismo e suas derivações. Elas apresentam uma paleta de
cores luminosas, empregada com sensibilidade. Os temas mais constantes de
Albuquerque são o nu, o retrato e a paisagem. Em Raio de Sol, s.d. ou Dia de
Verão, ca.1920, com amplas pinceladas, ela explora as incidências luminosas e a
vibração cromática. A partir de 1920, passa a trabalhar com uma paleta mais
sóbria e a realizar pinturas com temas da vida popular, como Duas Roceiras,
s.d. ou No Cafezal, ca.1930, entre outras.
terça-feira, 26 de junho de 2012
“Leitura” – Almeida Junior
Este
quadro é considerado uma obra de ruptura, pois quebra com os padrões da figura
feminina lançando um olhar diferenciado para esta mulher que tem desejos e
vontades que não eram considerados no século XIX. Os indícios para esta
conclusão estão nos seguintes elementos; a mulher foi retratada sozinha com uma
postura mais desalinhada, os cabelos soltos fazem referência à liberdade e
luxuria com um apelo sensual.
A
mulher está lendo um livro o que não era comum para as mulheres na época, o que
lhe indica acesso a cultura universo dominado pelos homens ( cultura=poder).
O
corpo desta mulher está praticamente nos quadrantes de maior valor da ordem do
sagrado e do profano. A parte da cabeça= intelecto é do sagrado e o corpo =desejos
é do profano.
Professora Marisa Susi Feitosa - Historiadora da Arte
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