À guisa de introdução:
No princípio, tanto lá como aqui, integrantes de diferentes etnias foram arrancados de seus espaços, do seio de sua sociedade e transpostos escravizados para um outro ambiente social.
No princípio, tanto lá como aqui, a “escassez socialmente provocada não existia, pois a terra e seus recursos pertenciam ao grupo que deles se utilizava”.
No princípio, tanto lá como aqui, a relação com a terra, com a natureza, com as crenças era de respeito.
No princípio, tanto lá como aqui, as esferas da vida em sociedade encontravam-se integradas. No princípio, tanto lá como aqui, as sociedades também não eram estáticas.
No princípio, tanto lá como aqui, a riqueza estava na diversidade.
ZUMBI
Hoje, aqui, passados mais de cinco séculos, para alguns, a imagem do indígena é, ainda, aquela do “bom selvagem”: idealizada, ... distante, ... petrificada ... para outros,
resta melancólica, a imagem de curumins deitados na calçada, no asfalto, ao lado da mãe a vender artesanatos... Restam dúvidas: São índios mesmo aqueles que ainda resistem em aldeias, na São Paulo de Anchieta?... Índios calçados, usando camisa do Ronaldo, “engajados”, “aculturados” ou vendendo artesanato na Praça da Sé, no Viaduto do Chá, ... são índios?!... Mas, ... um “branco que use colares de contas, fure suas orelhas e lábios, more em aldeias, não é por isso considerado índio!”1i
Hoje, aqui, passados mais de cinco séculos, estarrece-nos saber que estão em curso decisões tomadas em instâncias e fóruns internacionais relativamente ao destino da Amazônia.2 Estarrece-nos, mais ainda, saber que decisões deste tipo são facilitadas por lesa-pátrias, estabelecidos e “blindados" em diferentes esferas governamentais.
Hoje, aqui, para muitos, felizmente, restam os ensinamentos, a imagem, o exemplo, a lição de vida
.jpg)
.jpg)
.jpg)


