A arte de viver, de perceber, de olhar as formas, enfim, o belo é o fio que conduz o olhar por um percurso visual relatando a beleza de estímulos coloridos com as suas vibrações. Arte é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepções, emoções e ideais, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente. Profª Marisa Susi Feitosa
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Arte e suas relações
A Arte como fio condutor dos vínculos que unem todos nós
Você certamente já ouviu alguém falar que a pintura e a poesia são atividades que ajudam os portadores de transtornos mentais a se reintegrar com o mundo, expressar seus sentimentos, angústias e emoções. Mas de que forma isso acontece? Como o cérebro reage ao simples ato de pintar uma tela ou escrever uma poesia? De que forma esta atividade colabora para uma maior convivência e porque o desenvolvimento dos laços e vínculos efetivos entre estes pacientes e o mundo é um fator determinante para que sejam inseridos socialmente?
Quem responde estas perguntas é o dr. Elko Perissinotti, psiquiatra do IPq (Instituto de Psiquiatria) da USP, em entrevista concedida à equipe do Instituto Lado a Lado pela Vida durante a Oficina do V Concurso Nacional de Pintura e Poesia Arte de Viver, realizada no IPq, no mês de abril. Confira.
Colocando a “circuitaria” cerebral para funcionar
Quando o paciente começa a elaborar uma pintura ou poesia, uma série de neurônios – as células do cérebro – começa a funcionar de maneira ordenada. “Com a arte, você tem como mexer nesta ‘circuitaria’ cerebral, que é a renovação de sinapses [contato entre os neurônios] e, ao mesmo tempo, uma intervenção também que envolve o âmbito psicofisiológico”, conta.
A arte colabora, sobremaneira, para a formação de novas interações entre essas células, que faz os pacientes terem novos padrões de comportamento. “Isso faz com que os pacientes se adaptem ou estabeleçam um novo padrão de vida, de relacionamento e de recuperação de vínculos afetivos”. É o que, também, segundo Perissinotti, auxilia no aumento dos vínculos familiares, de amizades e também de lazer.
Os vínculos afetivos e a ressocialização
A reação de aumento dos vínculos familiares é especialmente importante no caso dos portadores de esquizofrenia, já que eles, nos períodos de crise, tendem a se isolar. “Começam a estabelecer vínculos afetivos, a expressar através da arte sentimentos e emoções que normalmente estão embotados, meio atrofiados, como nestes tipos de enfermidade mental. Então, é uma grande chance para ressocialização, e não só. É uma grande chance também para reabilitação cognitiva, porque no momento que você está mexendo com funções psicofisiológicas e neurofisiológicas por meio da arteterapia, você está automaticamente se implicando num processo de reabilitação cognitiva”, explica.
A arteterapia como uma forma complementar de tratamento e reinserção do portador de esquizofrenia na sociedade é bastante elogiada por Perissinotti, principalmente porque a arte permite a ele mostrar ao mundo o que está sentindo. “A doença mental só pode ser curada à medida que espontaneamente o indivíduo vá se reintegrando por meio da expressão de sentimentos, emoções e estabelecendo vínculos afetivos”.
Para entender a esquizofrenia acesse www.ladoaladopelavida.org.br/
segunda-feira, 1 de julho de 2013
idolos kids Carolina Amaral agrada os jurados Splish Splash 15 06 2013 m...
Autorizado a divulgação do vídeo pela mãe Mônica Amaral
domingo, 30 de junho de 2013
Alceu Valença
A arte popular nordestina é absolutamente sofisticada. Veja o desenho na parede atrás de mim. Cultura popular não é brega, nem cafona nem de mau gosto. É criativa e elegante. Viva a cultura e a verdadeira arte nos murais.
sábado, 22 de junho de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
CANDIDO PORTINARI SÉRIES BÍBLICA E RETIRANTES
Período:
A partir de 18 de abril de 2013 - sem previsão de encerramento
A partir de 18 de abril de 2013 - sem previsão de encerramento
Em onze obras, CANDIDO PORTINARI volta em sala especial a partir de 18/4 (na imagem, Retirantes, de 1944)
As séries serão mostradas em sala especialmente desenhada, o que permite extrair todo o potencial formal e humano das obras. O conjunto abrange o período em que a denúncia social marcou a pintura de Candido Portinari, que reflete a situação brasileira a reboque das calamidades da guerra, que sensibilizaram tantos pintores europeus.
Apresentação pelo curador, Teixeira Coelho:
As obras aqui expostas põem em evidência os motivos pelos quais Portinari foi considerado um dos pintores brasileiros por excelência da primeira metade do século XX.
A série Bíblica foi executada entre 1942 e 1944 para a sede da Rádio Tupi de São Paulo a pedido de Assis Chateaubriand. São oito telas de grandes dimensões que ilustram passagens do Velho e do Novo Testamento.
A marca de Guernica - feita por Picasso em 1937 em reação à destruição daquela cidade basca pela aviação alemã com a cumplicidade da própria ditadura espanhola à época, encabeçada por Franco - é evidente e nunca foi negada por Portinari. Ele de fato quis pintar como Picasso naquela tela, por ele vista em Nova York por ocasião de sua estada em Washington com a finalidade de realizar painéis para a Biblioteca do Congresso. Guernica, hoje no Reina Sofia de Madrid, causou forte impacto sobre Portinari e o levou a adotar e adaptar o estilo do colega espanhol.
A série seguinte, Retirantes, foi produzida entre 1944 e 1945. Das cinco pinturas iniciais, o MASP tem estas três – que deixam de lado o estilo da série anterior em busca de outra linguagem, mais próxima da adotada pelos muralistas expressionistas mexicanos Orozco e Siqueiros.
Mostradas em conjunto, estas onze peças são um exemplo singular da arte pública engajada que, à época, se identificava com a vanguarda política e estética.
LEITURA VISUAL E SOCIAL DA OBRA: GUERNICA
Em 18 de julho de 1936, a sublevação das tropas acantonadas em Marrocos foi o estopim da Guerra Civil Espanhola, conflito que durou três anos e foi um prelúdio da Segunda Guerra Mundial. Picasso, que até então não havia mostrado suas preferências políticas, condenou o levante militar. Em reconhecimento por seu gesto, o governo espanhol o nomeou diretor do Museu do Prado, cargo que nunca chegou a exercer.
Em 1937, a situação política estava num ponto de ruptura. Depois de tolerarem o ameaçador rearmamento alemão e o golpe italiano na Etiópia, as democracias burguesas assistiam inertes à agressão fascista na Espanha. Sabiam que o triunfo da reação espanhola assinalaria o término da democracia na Europa, mas remiam, opondo-se a ele, acelerar o processo revolucionário das classes trabalhadoras. Inaugurando-se uma exposição internacional, dedicada ao trabalho, ao progresso e à paz.
A Espanha republicana participa com uma finalidade política: apelar à solidariedade do mundo livre, demonstrar um país com desenvolvimento da democracia, servia de alerta aos cidadãos espanhóis de um conflito uma tragédia que envolveria o mundo inteiro. Em janeiro de 1937, em razão da Exposição Internacional de Paris, a ser aberta em maio, o pavilhão espanhol devia ser ornamentado por uma pintura mural de Picasso, o pintor espanhol agora universalmente aclamado como o gênio artístico do século. Com sua participação no evento, a República espanhola procurava gerar um efeito favorável e vital para sua causa. Era uma tentativa de forçar o apoio das potências democráticas em favor da República diante da ameaça representada pelo general Francisco Franco, que recebia apoio militar e político de Hitler e Mussolini.
No campo artístico, os republicanos conclamaram a colaboração dos mais reconhecidos artistas espanhóis da época: os arquitetos Josep Lluís Sert e Luis Lacasa, os pintores Picasso e Miró, os escultores Julio González, Alberto Sánchez e o americano Alexander Calder, o cineasta Luis Buñuel e o fotógrafo e diretor geral de Belas – Artes Josep Renau.
A guerra chegava e com ela a critica de Picasso, que se filiou, em 1944, ao Partido Comunista. Guernica, uma de suas obras mais conhecidas, já havia sido um protesto nada silencioso contra o sangue derramado no bombardeio a cidade basca, Guernica, pelos fascistas, em 26 de abril de 1937. O ataque aéreo deflagrado pela Legião Condor da Alemanha nazista proporcionou o tema do que se tornaria sua obra – prima. Em 1º de maio, Picasso tomou conhecimento da tragédia ao ler em Ce Soir a reportagem “Visões de Guernica em chamas”, ilustrada com fotos em preto – e - branco. Impressionado pela brutalidade do ataque que deixou 1660 mortos e 890 feridos, Picasso traçou os primeiros esboços de sua obra mais universal.
Sondagem do eu e os cenários da pátria. Em contato com os surrealistas Picasso trabalha depois de meia centena de estudos prévios, em 11 de maio Picasso começou a trabalhar a tela. Até 4 de junho, data em que concluiu a obra, fez seis modificações da proposta original, que foram fotografadas por Dora Maar. A ordem compositiva foi determinada na primeira versão. A imensa tela se estrutura a partir de um grande triângulo que domina o centro do quadro e se estende dos dois vértices inferiores até o ponto mais alto de seu eixo vertical. O quadro foi pintado em preto – e – branco, com cinzas e toques de azul. Para alguns especialistas, a monocromia da obra se deve ao impacto gerado no pintor ao ver as fotografias do massacre. Outros estudiosos, por sua vez, acreditam que a origem tenha sido o antecedente de Desastres da Guerra, de Goya.
Guernica apresenta poucos personagens – seis seres humanos e três animais (um touro, um pássaro e um cavalo). O conjunto, porém, proporciona uma sensação espacial angustiante, porque Picasso encerrou a ação num espaço interior, em que o tamanho das figuras em relação à arquitetura acentua o impacto claustrofóbico. Os efeitos expressionistas do contraste entre brancos e negros e a distribuição dos elementos cenográficos (as edificações, a lâmpada, o chão de tijolinhos, a lança estilhaçada, a flecha, a mesa, as chamas) reproduzem o efeito de um bombardeio e criam um caos vertiginoso e desconcertante.
Consciente de que a obra seria admirada por pessoas diversas, Picasso evitou referências diretas a uma realidade passível de ser identificada ou relacionada à determinada opção política. Assim, Guernica tem sentido atemporal e constitui alegoria universal contra a guerra. As formas clássicas e cubistassão por isso submetida a um tratamento expressionista, sofrendo modificações, passível de ser identificada fragmentação das formas. Começa a pintar tudo a sua volta que o excita, heróico ou trágico. A obra, um “grito na parede”, se converteu em ícone do século XX. Grande parte de seu êxito comunicativo baseia-se na simplicidade com que Picasso expressou a dor. Para isso recorreu a seu caudal artístico.
Irônico, Mario Pedrosa notou que Guernica trouxe definitivamente a febre muralista para a arte brasileira: pinturas figurativas feitas em grandes murais e espaços públicos vinham sendo produzidas por grandes mestres modernos, como o mexicano Diego Rivera. Isto é verdade, mas é verdade também que a influência de Guernica já existia mesmo antes da obra vir para o país. Bom exemplo é a série Bombardeio, do pintor Clóvis Graciano (1943), um eco de Guernica.
Desde o inicio daquela década, sua pintura cubista estava impregnada das teorias surrealistas. O resultado foi uma tela aberta à compreensão universal que permitia identificar os motivos. Em Guernica, a singeleza plástica acentuou o ar de inocência dos personagens, cujos corpos violentados e boas abertas evocam dor ou perplexidade. Essa obra revolucionou a pintura histórica. Não há vitoriosos, apenas vítimas. Diante do radicalismo da linguagem plástica, que elevou o quadro à categoria de obra universal, a narração é fútil.
No fim de 1939, Guernica integrou uma grande exposição sobre Picasso no Museu de Arte Moderna de Nova York. Com a derrocada da República espanhola, o quadro ficou sob custódia do museu nova – iorquino até voltar à Espanha em 1981. Picasso começa, então, adquirir uma nova versão as suas pinturas, vistas pela brutalidade e pela ternura, pela violência e pela piedade. Com toda a sua raiva e emoção começa a registrar através da pintura o horror do acontecimento de discórdia.
ÁFRICA HOJE E SEMPRE
ÁFRICA - DIVERSIDADE E PERMANÊNCIA
A África, lugar de origem da espécie humana sob a forma do Homo Sapiens, é também, no entanto, matriz e raiz de culturas que se disseminam na América no rastro da escravidão desde o século XVI.
Neste núcleo da exposição do acervo do Museu Afro Brasil se encontram elementos que mostram a imensa diversidade das culturas africanas e da arte por elas produzida. Gravuras e fotografias retratam poderosas figuras de reinos africanos do passado, bem como situações cotidianas, mostrando a diversidade étnica dos povos da África depois reduzidos à escravidão no Brasil.
TRABALHO E ESCRAVIDÃO
Este núcleo trata do papel dos africanos escravizados e seus descendentes na construção da sociedade brasileira, como mão de obra essencial em todos os seus ciclos de desenvolvimento econômico. A condição desse processo foi à violência brutal que impôs o domínio sobre o corpo e a alma do escravo, suscitando, em contrapartida, diferentes estratégias de resistência, da rebelião aberta à silenciosa impregnação da sociedade e da cultura do Brasil pelos seus costumes e valores.
O SAGRADO E O PROFANO
O cristianismo imposto aos africanos escravizados acabou por lhes fornecer, no entanto, importantes espaços sociais para a preservação de suas culturas de origem. O catolicismo barroco colonial sempre viu no espetáculo de suas grandes festas um instrumento para transmitir a todos a doutrina cristã, independente de sua condição social, pelo simbolismo das imagens, cores e sons. Legitimando o poder da realeza portuguesa, ele multiplicou também as festas cívicas de que todo povo era chamado a participar, em celebrações onde a devoção era seguida da diversão, com teatro, fogos de artifício e corridas de touro, reunindo num mesmo espetáculo as manifestações sagradas e profanas. Este núcleo mostra a apropriação pelos escravos africanos e seus descendentes dessas celebrações festivas a partir das referências de suas culturas de origem, permitindo-lhes preservar muitos de seus elementos, que se conservam ainda hoje no catolicismo popular e nas festas consideradas “folclóricas”.
RELIGIOSIDADE AFRO-BRASILEIRA
No Brasil, a escravidão colocou em contato as religiões de diferentes povos africanos, que acabaram por assimilar e trocar entre si elementos semelhantes de suas culturas. Assim se sobrepuseram e se fundiram divindades, ritos e cultos de origem distinta num amálgama comum de que surgiram as religiões afro-brasileiras. O candomblé de origem ioruba é uma das religiões afro-brasileiras mais difundidas em todo o país, tendo assimilado ao panteão de seus deuses – os orixás – divindades de várias outras culturas africanas. Seu culto é também conhecido como xangô ou tambor de mina no Nordeste, batuque no Sul ou macumba no Sudeste, distinguindo-se igualmente as diferentes “nações” de que se originam as formas de seus ritos, keto, gege, angola etc. Isto evidencia as transformações e as permanências africanas nas religiões afro-brasileiras.
HISTÓRIA E MEMÓRIA
Confiscar a memória de um escravo, quebrando seus vínculos de pertencimento, é uma forma eficaz de garantir sua dominação. Impedir um homem livre de reconhecer no passado aqueles que lhe serviriam de modelo no presente é perpetuar sua dominação, negando-lhe o direito à memória de sua própria história para reconstruir sua identidade estilhaçada. Este é o caso da memória negra no Brasil. Graças a uma manifestação perversa do preconceito, nega-se ao negro o direito à memória pelo “embranquecimento” dos negros e mulatos que por seus feitos se inscreveram em nossa história, esquecendo-se de sua cor, como se, sendo bem sucedidos, fossem naturalmente brancos.
Este núcleo procura resgatar como negro quem negro foi e quem negro é na história do Brasil, apresentando personalidades negras que se destacaram em diversas áreas, da colônia aos dias atuais.
Este núcleo procura resgatar como negro quem negro foi e quem negro é na história do Brasil, apresentando personalidades negras que se destacaram em diversas áreas, da colônia aos dias atuais.
ARTES
A maioria dos artistas atuantes nesse período eram negros ou mestiços de negros com brancos e muitos produziam obras coletivas nas confrarias de artes e ofícios. A religião católica fomentou a produção artística do século XVIII por meio de encomendas de esculturas em madeira representando imagens de santos; encomendas de pinturas para tetos de igrejas e objetos litúrgicos confeccionados em ouro ou/e prata; além dos “desenhos” das próprias igrejas. Esse período que abrange as artes plásticas, arquitetura, literatura e música são conhecidos como Barroco, considerada a primeira expressão artística com características brasileiras.
Pablo Picasso
Gênio incansável que nasceu em 25 de outubro de 1881, Pablo Diego José Francisco de Paulo Juan Nepomuceno Maria de Los Remedios Crispin Crispiano Santíssima Trindad Ruiz y Picasso, em Málaga, já no nome carregava a extensão de um gênio da arte.
Pablo Picasso - (1881-1973) Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases: a fase Azul, entre 1901-1904, que representa a tristeza e o isolamento provocados pelo suicídio de Casagemas, seu amigo, são evidenciados pela monocromia e também a representa a miséria e o desespero humanos; a fase Rosa, entre 1904-1907, o amor por Fernand origina muitos desenhos sensuais e eróticos, com a paixão de Picasso pelo circo, iniciam-se os ciclos dos saltimbancos e do arlequim. Depois de descobrir as artes primitivas e africanas compreende que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendências de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Les Demoiselles d’Avignon começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade, essa tela subverteu o sentido da arte moderna com a declaração de guerra em 1914, chega ao fim a aventura cubista.
Podemos destacar também o mural Guernica, que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade espanhola de Guernica pelos aliados alemães de Franco, em abril de 1937, responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores.
Podemos destacar também o mural Guernica, que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade espanhola de Guernica pelos aliados alemães de Franco, em abril de 1937, responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores.
Picasso foi uma das personalidades mais controvertidas e importantes da arte moderna e contemporânea. Seu talento inigualável permitiu que transgredisse todas as normas da linguagem artística, criando a sua própria e transformando-a, por sua vez, em mais uma a ser questionada. Em suas diferentes fases criativas o pintor e escultor espanhol nunca deixaram de lado sua determinação de descobrir todas as possibilidades teóricas e práticas da arte.O pai de Picasso era pintor e mestre desenhista, o que possibilitou que o artista malaguenho tivesse, ainda muito jovem, acesso aos lápis e pincéis.Seu primeiro quadro foi pintado aos 8 anos e assinado como Pablo Ruiz. Na adolescência vivia desenhando e ajudava o pai nas pinturas. Estudou na Escola de Arte de La Coruña, e quando o pai foi transferido para Barcelona como mestre de pintura, Picasso entrou para a Academia de Arte da cidade, sendo aprovado com brilhantismo nos exames. A essa altura já tinha tido a oportunidade de conhecer os grandes mestres no Museu do Prado, em Madri. Expôs seus primeiros quadros naturalistas no final de 1894, em Barcelona, e mais tarde apresentou 150 desenhos no Els Quatre Gate, na mesma cidade.
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