quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O que é Arte?

A palavra arte é uma derivação da palavra latina “ars” ou “artis”, correspondente ao verbete grego “tékne”. O filósofo Aristóteles se referia a palavra arte como “póiesis”, cujo significado era semelhante a tékne. A arte no sentido amplo significa o meio de fazer ou produzir alguma coisa, sabendo que os termos tékne e póiesis se traduzem em criação, fabricação ou produção de algo.

Fazer uma definição específica para a arte não é simples, assim como determinar a sua função no dia a dia das pessoas, pela possibilidade de exercer funções pragmática, formal ou, ainda, possuir uma dialogicidade entre as duas funções. Muitas pessoas consideram a arte uma coisa supérflua, não compreendendo a subjetividade estética do objeto artístico, que é dar prazer. É claro que existem prioridades para a existência das pessoas, porém ao se emocionar com uma composição de Ravel ou de Van Gogh, por exemplo, terá tido a oportunidade de conhecer a capacidade humana de sentir, pensar, interpretar e recriar o seu mundo com sensibilidade e criatividade. A cultura de um povo é preservada através da sua arte, seja ela popular ou erudita, pois possibilita estudar e compreender aquelas civilizações que não mais existem e cria um sentido para as que ainda hoje fazem a sua história. Há no mundo atualmente diversos povos que são conhecidos pelo resgate de seus objetos artísticos, como: cerâmicas, esculturas, pinturas, entre outros. A arte nos permite viver melhor, ter diferentes olhares sobre um mesmo objeto ou situação, ela nos faz sonhar. A proposta de um verdadeiro artista, e não de um simples artífice, é tocar os sentidos de quem apreciará sua obra, é possibilitar a fruição da sua arte. O ser humano que lida com a arte, seja ela: cênica, visual ou sonora, certamente encontra-se passos adiante dos que não têm contato com o objeto estético. É preciso ser artista e se recriar a cada dia.
Para entender melhor a arte é preciso compreendê-la dentro do contexto de sua produção cultural. Então delinearemos três vertentes da produção artística. Uma dessas formas de arte é classificada como “arte acadêmica” ou “arte de erudita”, que se refere àquelas produções artísticas pertencentes a coleções particulares e que normalmente são conservadas em museus e galerias de arte. Esta forma de arte é a apreciada por um público conhecedor das linguagens artísticas e que possui uma sensibilidade treinada para a fruição dos elementos estéticos contidos nas obras expostas. O artista acadêmico preocupa-se com o desenvolvimento da sua linguagem artística, com a transmissão da própria expressão pessoal, em captar o significado humano de existir e, ainda, em exigir uma postura do público diante do seu modo de ver o mundo. A “arte popular” ou “folclore” são aquelas produções artísticas menos, ou quase nada, intelectualizada, urbana e industrial. Suas características são o anonimato em relação à autoria, pois se pode até saber que cultura a criou, porém não há como identificar o nome do autor. Ela é uma arte anônima, produzida por colaborações de diferentes pessoas ao longo do tempo. A arte popular expressa o sentimento e as idéias da coletividade, dentro de padrões fixos no seu fazer artístico e é destinada para a fruição do próprio povo que a criou. Esta forma de arte não acompanha o modismo imposto pelos meios de comunicação. Estes meios de comunicação das massas são responsáveis, em grande parte, pelo fomento da terceira vertente da arte, que é a “arte de massa”, constituída por produtos industrializados e que se destina à sociedade de consumo. Sua intenção é servir ao gosto médio da maioria população de um país ou até mesmo do mundo. A Arte de massa é produzida por profissionais de uma classe social diferente do público a que ela se destina, que em geral é semi-analfabeto e/ou passivo diante da sua realidade sociocultural. O modismo e o divertimento como forma de passar o tempo é o que sustenta a arte de massa. No caso desta vertente da arte, o povo é apenas o alvo da produção e não participa da sua concepção.

 
 

REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA


 ARANHA, Mª Lucia de arruda, MARTINS, Mª Helena Pires. Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 1998.
BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a Arte. São Paulo: Ática, 1999.
COLI, Jorge. O que é Arte. São Paulo: Brasiliense, 1998.
NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da Arte. São Paulo: Ática, 1999.

Legislação - Cultura

I - Federal
Seção II
DA CULTURA
 
 
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º - O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
2º - A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.
3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
I defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
II produção, promoção e difusão de bens culturais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
III formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
IV democratização do acesso aos bens de cultura; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
V valorização da diversidade étnica e regional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
§ 1º - O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.
§ 2º - Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem.
§ 3º - A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais.
§ 4º - Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei.
§ 5º - Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos.
b - Lei nº 9.394/1996, de 20/12/96.
"Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
(Artigos: 1º ao 7º, 12 ao 15, 21 ao 24, 26, 26-A, 27, 29 ao 32, 35 ao 38).

domingo, 29 de setembro de 2013

Brasil: cultura africana e cultura indígena - revendo conceitos



À guisa de introdução:



No princípio, tanto lá como aqui, a terra não era informe e vazia. Cultura e organização social prosperavam em tais sociedades.
No princípio, tanto lá como aqui, integrantes de diferentes etnias foram arrancados de seus espaços, do seio de sua sociedade e transpostos escravizados para um outro ambiente social.
No princípio, tanto lá como aqui, a “escassez socialmente provocada não existia, pois a terra e seus recursos pertenciam ao grupo que deles se utilizava”.
No princípio, tanto lá como aqui, a relação com a terra, com a natureza, com as crenças era de respeito.
No princípio, tanto lá como aqui, as esferas da vida em sociedade encontravam-se integradas. No princípio, tanto lá como aqui, as sociedades também não eram estáticas.
No princípio, tanto lá como aqui, a riqueza estava na diversidade.


ZUMBI

Luta Morte Liberdade!
Hoje, aqui, passados mais de cinco séculos, para alguns, a imagem do indígena é, ainda, aquela do “bom selvagem”: idealizada, ... distante, ... petrificada ... para outros,
resta melancólica, a imagem de curumins deitados na calçada, no asfalto, ao lado da mãe a vender artesanatos... Restam dúvidas: São índios mesmo aqueles que ainda resistem em aldeias, na São Paulo de Anchieta?... Índios calçados, usando camisa do Ronaldo, “engajados”, “aculturados” ou vendendo artesanato na Praça da Sé, no Viaduto do Chá, ... são índios?!... Mas, ... um “branco que use colares de contas, fure suas orelhas e lábios, more em aldeias, não é por isso considerado índio!”1i
Hoje, aqui, passados mais de cinco séculos, estarrece-nos saber que estão em curso decisões tomadas em instâncias e fóruns internacionais relativamente ao destino da Amazônia.2 Estarrece-nos, mais ainda, saber que decisões deste tipo são facilitadas por lesa-pátrias, estabelecidos e “blindados" em diferentes esferas governamentais.
Hoje, aqui, para muitos, felizmente, restam os ensinamentos, a imagem, o exemplo, a lição de vida

PARA REFLETIR

A lição da borboleta


Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais. O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas. 
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo. Nada aconteceu! 
Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. 
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo. 
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vidas.

Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar... 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O papel da arte envolvendo a criança




“A criança tem uma sabedoria e uma percepção incrível e ao mesmo tempo garantia para um futuro promissor.A arte é uma das chances que a criança e o adolescente tem para se expressar de maneira diferente contanto com seu espaço e orientação de um especialista na área. Cada vez mais fica aos olhos dos alunos acreditar o que é, na realidade, “Arte” e para o que serve. Através de muita orientação e dedicação, o educador tem de mostrar um caminho que o aluno se espelhe, admire e aprecie o mundo artístico de uma forma clara, com precisão e entendimento.
A arte vem então mostrar o estilo, a estética, a musica, o nosso folclore, as técnicas utilizadas nas pinturas e as atividades desenvolvidas no cotidiano do ser humano. Tudo isso deixando o aluno com liberdade de expressão para criar a sua própria característica no seu trabalho e após admirar o que fez.Com certeza, tendo esse objetivo de alcançar o “eu” de cada ser, consegue também atingir a amizade e o respeito de cada um.





O desenvolvimento de um trabalho bem estruturado conseqüentemente vem a transformar o educando com mais estimulo e vontade de sempre fazer algo mais. É a partir daí que faço o meu trabalho com os meus alunos, começamos a conhecer a história da arte, o desenrolar dos movimentos artísticos, vida e obras dos grandes mestres da pintura, arquitetura, etc. e aplicamos em cima disso o aprendizado colhido com atividades plásticas, pesquisas e exposições dos trabalhos.”


Por Profª Marisa Susi Feitosa
Arte-educadora
Pedagoga




                                                            

"As dançarinas", de Edgard Degas



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Arte no tratamento de doenças mentais

MS usa a arte no tratamento de doenças mentais

Veja como o Ministério da Saúde encara a arte como uma expressão importante no tratamento de portadores de doenças mentais, como a esquizofrenia


Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2011 estimam que somente a esquizofrenia afeta 24 milhões de pessoas no mundo todo, aproximadamente 0,3% da população mundial. E você sabia que a arte pode ser uma importante ferramenta de expressão para quem possui esse distúrbio?

"A arte faz o paciente migrar de um lugar marcado pela doença para outro, onde a saúde é protagonista", diz Aristóteles de Oliveira Pereira, coordenador da Diretoria de Saúde Mental (Disam), do Distrito Federal.
Aristóteles conversou com a equipe do Portal Lado a Lado pela Vida no Hospital São Vicente de Paulo, em Taguatinga, onde aconteceu uma das oficinas do Concurso Arte de Viver. Durante a entrevista, falou sobre a importância da arte, da existência de hospitais especializados e do tratamento direcionado aos portadores de doenças mentais. Confira!
Portal Lado a Lado pela Vida: Quais são as estratégias do Ministério da Saúde para o tratamento da esquizofrenia no DF e nos demais estados brasileiros?
Aristóteles de Oliveira Pereira: o Ministério da Saúde (MS) possui uma Política Nacional de Saúde Mental que tem o objetivo de aumentar a rede de atenção em saúde mental baseada no local onde a pessoa vive. Assim, o paciente pode ter acesso garantido a uma equipe multiprofissional composta de médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais, além de dentistas e nutricionistas.

Portal Lado a Lado pela Vida: Essa Política Nacional também abrange a inclusão social?
Aristóteles de Oliveira Pereira: sim. As pessoas que apresentam esquizofrenia ou outros quadros psíquicos que determinem situações de desvantagem social devem ser prioridade em ações de inclusão social por meio de arte, cultura e lazer, além de capacitação profissional voltada ao emprego e geração de renda. Isso vem sendo otimizado e aprimorado mediante políticas públicas que envolvem vários setores governamentais e da sociedade civil.
Portal Lado a Lado pela Vida: Como a arte pode ajudar os pacientes com esquizofrenia e outras doenças mentais?
Aristóteles de Oliveira Pereira: a arte favorece a expressão dos pacientes e facilita a comunicação que, na maioria dos casos, fica bastante comprometida. Além disso, produzir arte gera satisfação, prazer e possibilita ao paciente migrar de um lugar marcado pela doença para outro, onde a saúde é protagonista.
Portal Lado a Lado pela Vida: Qual é a importância dos hospitais organizarem eventos artísticos para os pacientes?
Aristóteles de Oliveira Pereira: esses eventos estimulam, valorizam e legitimam o poder da arte como agente terapêutico importante na vida de qualquer pessoa e, sobretudo, na vida de alguém com o diagnóstico de esquizofrenia. Essas oportunidades desfazem estereótipos e preconceitos acerca dos transtornos mentais e das pessoas que os possuem.
Portal Lado a Lado pela Vida: Qual é a importância do Hospital São Vicente de Paulo para os portadores de doenças mentais?
Aristóteles de Oliveira Pereira: o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) é pioneiro no Distrito Federal no tratamento de saúde mental. Dá suporte de qualidade ao paciente nas fases intensiva, semi-intensiva ou não-intensiva, desde o atendimento emergencial com internação até o atendimento ambulatorial. Vale destacar o trabalho feito no Centro de Atenção Psicossocial, onde são realizadas as oficinas do projeto Arte de Viver. Essa variedade de atendimentos faz do HSVP ser fundamental para os usuários e profissionais da área.

Mais informações:
DISAM
(61) 3348-6100 | (61) 3348-6199


http://www.ladoaladopelavida.org.br/ser-cultural

Arte e suas relações



A Arte como fio condutor dos vínculos que unem todos nós

Você certamente já ouviu alguém falar que a pintura e a poesia são atividades que ajudam os portadores de transtornos mentais a se reintegrar com o mundo, expressar seus sentimentos, angústias e emoções. Mas de que forma isso acontece? Como o cérebro reage ao simples ato de pintar uma tela ou escrever uma poesia? De que forma esta atividade colabora para uma maior convivência e porque o desenvolvimento dos laços e vínculos efetivos entre estes pacientes e o mundo é um fator determinante para que sejam inseridos socialmente?

Quem responde estas perguntas é o dr. Elko Perissinotti, psiquiatra do IPq (Instituto de Psiquiatria) da USP, em entrevista concedida à equipe do Instituto Lado a Lado pela Vida durante a Oficina do V Concurso Nacional de Pintura e Poesia Arte de Viver, realizada no IPq, no mês de abril. Confira.

Colocando a “circuitaria” cerebral para funcionar

Quando o paciente começa a elaborar uma pintura ou poesia, uma série de neurônios – as células do cérebro – começa a funcionar de maneira ordenada. “Com a arte, você tem como mexer nesta ‘circuitaria’ cerebral, que é a renovação de sinapses [contato entre os neurônios] e, ao mesmo tempo, uma intervenção também que envolve o âmbito psicofisiológico”, conta.

A arte colabora, sobremaneira, para a formação de novas interações entre essas células, que faz os pacientes terem novos padrões de comportamento. “Isso faz com que os pacientes se adaptem ou estabeleçam um novo padrão de vida, de relacionamento e de recuperação de vínculos afetivos”. É o que, também, segundo Perissinotti, auxilia no aumento dos vínculos familiares, de amizades e também de lazer.

Os vínculos afetivos e a ressocialização

A reação de aumento dos vínculos familiares é especialmente importante no caso dos portadores de esquizofrenia, já que eles, nos períodos de crise, tendem a se isolar. “Começam a estabelecer vínculos afetivos, a expressar através da arte sentimentos e emoções que normalmente estão embotados, meio atrofiados, como nestes tipos de enfermidade mental. Então, é uma grande chance para ressocialização, e não só. É uma grande chance também para reabilitação cognitiva, porque no momento que você está mexendo com funções psicofisiológicas e neurofisiológicas por meio da arteterapia, você está automaticamente se implicando num processo de reabilitação cognitiva”, explica.

A arteterapia como uma forma complementar de tratamento e reinserção do portador de esquizofrenia na sociedade é bastante elogiada por Perissinotti, principalmente porque a arte permite a ele mostrar ao mundo o que está sentindo. “A doença mental só pode ser curada à medida que espontaneamente o indivíduo vá se reintegrando por meio da expressão de sentimentos, emoções e estabelecendo vínculos afetivos”.

Para entender a esquizofrenia acesse www.ladoaladopelavida.org.br/artedeviver

O desenho comunica