Quem nunca ouviu esta música de Jorge Ben Jor na voz de Baby do
Brasil? Quem não sentiu uma ponta de emoção ao se dar conta que
a história do Brasil ocultou a presença dos indígenas na formação da identidade nacional “oferecendo” apenas um dia para “comemorar” a memória de
nossos primeiros ancestrais?
Educar é como catar piolho na cabeça da criança.
É preciso que haja esperança, abandono,
perseverança.
A esperança é crença de que se está cumprindo
uma missão; o abandono é a confiança do
educando na palavra; a perseverança é a
perseguição aos mais teimosos dos piolhos,
é não permitir que um único escape, se perca.
Só se educa pelo carinho e catar piolho é o carinho
que o educador faz na cabeça do educando,
estimulando-o, pela palavra e pela magia
do silêncio.
Ser educador é ser confessor dos próprios sonhos
e só quem é capaz de oferecer um colo para que
o educando repouse a cabeça e se abandone ao
som das palavras mágicas, pode fazer o outro
construir seus próprios sonhos. E pouco importa
se os piolhos são apenas imaginários!
O que narrei até aqui foi para mostrar que as palavras têm um poder enorme de moldar as mentes das pessoas. Elas servem para alçar, elevar, dignificar ao mesmo tempo que podem detonar, humilhar e desqualificar pessoas, povos, grupos, civilizações. Este é o poder que elas têm. Felizmente, porém, a palavra tem como intermediário a consciência humana. Digo felizmente porque a consciência pode ser educada, transformada e utilizar o apreendido para transformar as relações através do uso correto das palavras.
O que narrei até aqui foi para mostrar que as palavras têm um poder enorme de moldar as mentes das pessoas. Elas servem para alçar, elevar, dignificar ao mesmo tempo que podem detonar, humilhar e desqualificar pessoas, povos, grupos, civilizações. Este é o poder que elas têm. Felizmente, porém, a palavra tem como intermediário a consciência humana. Digo felizmente porque a consciência pode ser educada, transformada e utilizar o apreendido para transformar as relações através do uso correto das palavras.
Daniel Munduruku
www.danielmunduruku.blogspot.com.br
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SUGESTÕES DE LEITURA:
ALMEIDA, Maria Regina Celestino. Os índios na história do Brasil. Rio
de Janeiro: FGV Editora, 2010. (FGV de bolso, 15. Série História).
RIBEIRO, Berta. O índio na cultura brasileira. São Paulo: Revan, 2008.
STADEN, Hans. Primeiros registros escritos e ilustrados sobre o Brasil e seus habitantes. São Paulo: Terceiro Nome, 1999.
GAMBINI, Roberto. O espelho índio: formação da alma brasileira. São Paulo: Axis Mundi: Terceiro Nome, 2000.
GAMBINI, Roberto. O espelho índio: formação da alma brasileira. São Paulo: Axis Mundi: Terceiro Nome, 2000.
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