terça-feira, 31 de março de 2020

Propaganda é Arte?


            A propaganda, atualmente, pode ser algo extremamente inovador, novo, reciclado, conceituado, e que por estes e outros motivos, as pessoas certamente podem pensar que a propaganda pode ou poderia vir a ser um modelo de arte.
Porém, ela não pode ser considerada uma arte, pois ela existe unicamente com fins lucrativos e com idéias de vendas, com propósitos extremamente bolados, criados cuidadosamente com um único propósito de se conseguir lucros com esse trabalho que estará sendo desenvolvida, a verdadeira arte, ela é trabalhada somente com emoções, expressões, liberdade de escolha para com seus modelos que serão retratados nas pinturas, esculturas, e outros modos da arte. A verdadeira arte não incita algum tipo de verba financeira por trás do que é criado, é criado exclusivamente com o conceito de que na obra existem emoções, idéias, expressões, sugestões para as pessoas da época em que é criada, modos de pensar, de se viver e até pressões políticas.
A propaganda é criada com prazos de término, de entrega, criada exclusivamente para tal estilo de publico, para tal estilo de cliente, para tal estilo de produto, sempre se focalizando o resultado final e o q será alcançado com a propaganda e o grau de satisfação do cliente no produto entregue a ele.
Portanto, a propaganda, no geral, não é considerada arte, porque ela é realizada com fins lucrativos, com conceitos extremos de pensamentos e cálculos.
Enquanto que a arte, é realizada sem nenhum tipo de foco financeiro, é feita com expressões emocionais, sentimentais com o que se está acontecendo no exato momento em que se está sendo criada, e que no final dela, o artista não está pensando para qual tipo de pessoa ele irá vender, nem publicar sua obra.
A arte pode sim interferir na propaganda, pois dela, os publicitários podem retirar idéias para suas propagandas, e ate mesmo, utilizar algumas dessas obras em suas propagandas, já que utilizando obras famosas e conhecidas, podem dar credibilidade e atenção a propaganda que a usa, então, alguns publicitários utilizam de obras artísticas para conseguir sua campanha, porem, a propaganda certamente ainda não interfere na arte.



As convergências entre a arte, a literatura e a propaganda
Nenhuma obra de arte possui um significado fixo e determinado. Ao contrário, é precisamente no caráter polissémico da obra, que reside seu valor. Por outro lado, o significado de uma obra que representa ambigüidades de interpretações pode ser tão objetivo e claro quanto um preciso e unívoco.
A arte, como diz Ernest Fischer, jamais se limitaria a mera descrição da realidade social. Ao contrario, é função do artista interpretar essa realidade através de sua visão do mundo e de manifestar suas concepções políticos ideológicos.
Para a formação da imagem devem-se criar condições para que os componentes racionais e emocionais se apresentem integrados e isso se dará através da criação do visual da campanha : Escolha das cores a serem utilizadas, estudo dos formatos, quantidade e qualificação de materiais a serem encomendados e harmonização de todos estes elementos.
Segundo Rene Huygue, estamos vivendo num mundo de sinais, onde não somos mais o que desejamos ser, mas o que a maciça propaganda faz com que sejamos. Os símbolos e as imagens criadas pela propaganda podem trazer varias convicções, como por exemplo, a de que se deve adquirir isto ou aquilo. Parece evidente que a propaganda pode ter influência muito maior que a literatura, pois enquanto esta representa uma forma de sugerir os aspectos mais complexos e menos aparentes do comportamento, o estereótipo tratado pela propaganda geralmente acentua um aspecto bem visível do comportamento ou da vida social, com a exclusão de todos os pontos contraditórios.
Essa diferença explica bem o constante desentendimento entre a literatura e a propaganda . Se a primeira procura os aspectos mais conflitantes da vida individual e social , a segunda limita tais aspectos através da  valorização exclusiva de um ponto de vista ou de uma  aparência. O que aproxima a literatura da propaganda é o fato do escritor querer ser lido por um grande número de leitores e o publicitário quer ultrapassar os limites impostos pela sua área de atuação.


O estilo de escrever, a originalidade de seu trabalho e a proposta de ser apresentado ao seu público são alguns componentes importantes na qualidade literária . Alias, sua importância consiste precisamente no caráter inovador que apresenta a um certo público. No entanto, é preciso estar atento para não torna-lo inteiramente isolado . Caso contrario, perderia sua função. Sem dúvida é impossível compreender a existência de um valor estético que permaneça restrito a um minoria. A sua criação indica um passo indispensável , no entanto, quando se generaliza, tornando-o do conhecimento da sociedade, parece tão importante como o ato de criar, mas não basta ser um novo valor da sociedade, é necessário que seja aceito.
O conhecimento teórico do romance se torna mais pertinente quando o objeto central a ser analisado é a literatura dirigida ao grande publico . Vale ressaltar que os valores autênticos diferem de um romance para outro, isso ocorre pois estes se organizam no plano de sua própria obra formando o conjunto de seu universo.

Entretanto , para o grande público, as teorias intelectuais só adquirem sentido quando se transformam em formulas simples ou em estereótipos, isto é, quando   perdem suas características significativas para entender  a literatura é necessário considerar as diferenças  individuais, pois isto levará a uma riqueza maior das  interpretações contraditórias.
Para Waldenyr Caldas a estrutura dos textos na paraliteratura, repousa basicamente no voyerismo, já que  o leitor só consome signos e representações do real e do  imaginário e em situações maniqueistas, sem a analise  social e política do universo abordado.
O meio acadêmico vê a paraliteratura como um produto de mal gosto destinado para um publico semi-culto. Entretanto , numa análise sociológica , há uma grande penetração que possui a mesma importância que os produtos que veiculam ideologias ou que são consagradas pela critica especializada O discurso da paraliteratura de imaginação constitui uma  forma de interpretação do mundo, estabelecendo, não propriamente, uma contradição entre a linguagem reconhecida como literária e não-literária, mas somente as diferenças entre a literatura culta e a paraliteratura. Trata-se apenas de uma interpretação de suas contradições e das condições em que foram produzidas.
As comparações da paraliteratura e da cultura de massa sua inevitáveis. As estórias em quadrinhos , os jornais e até mesmo as telenovelas são pequenas partículas formadoras do universo paraliterário dessa forma pode-se  incorpora-la na cultura de massa.


Em relação as artes plásticas, a Pop Art cumpriu esse papel . Esta começou como um nova forma de expressão, procurando exprimir a tensão dinâmica e os aspectos condicionados do ser humano da cidade.
Rauschenberg utilizou em seus trabalhos, colagens de fotos, recortes de anúncios de propaganda, imagens ajustadas a pintura, acrescentando a elas objetos banais. Procurou focalizar as imagens estereotipadas da sociedade industrial, mostrando a visão subjetiva da arte.
A Arte Pop, como todo trabalho que mescla pintura, com escultura e com técnicas variadas (fotografia, material impresso e colagens), visa ironizar. Esta é justamente um forma de se comunicar com  um publico maior, rompendo com o isolacionismo de outrora, saindo de sua interioridade-Ateliê habitual em seu modo de fazer artístico para se articular em torno do coletivo-urbano.
A Arte, qualquer que seja, é sempre uma forma de expressão consciente ou inconsciente. A propaganda, por sua vez, jamais é uma expressão, mas sim uma representação. A arte propõe sempre uma visão transcendente do homem e a propaganda dispõe dele.
Entretanto, a arte caminhou em direção a sociedade de consumo, diante disso, percebe-se que as influencias entre a arte e a propaganda ocorrem no mesmo sentido.


Os meios de comunicação criaram um iconografia urbana (garrafas de Coca-Cola, 7UP, rostos de estrelas de cinema e Hambúrgueres) que algum artistas incorporaram em suas obras (Claes Oldenburg trabalhou com objetos tridimensionais, produtos de consumo de massa , centrando sua atenção para a imagem publicitaria). Inversamente, o tratamento formal dado pela experimentação plástica a esses materiais são aproveitados pelos meios de comunicação em novas mensagens. Esses mesmos meios tomaram elementos à sensibilidade popular (imagens técnicas de representação) e os incluíram em sua comunicação, por seu lado os movimentos populares extraíram elementos das  culturas de massa e se adaptaram para produzir mensagens que expressaram seus interesses.
A sociedade moderna conserva de fato o objeto artístico ao mesmo tempo que nega a possibilidade da arte e, com isso, a promessa de autonomia que sempre encerra. A obra de arte subsiste, embora não como foi concebida, mas como produto. As manifestações artísticas  assumiram a arte como um ritual conformista, desde a Pop Art e Minimal Art até a Arte Conceitual.
A publicidade, por sua vez, incide sobre a ansiedade, mostrando que o modo de vence-la é consumir. De acordo com os mitos da publicidade, os que não possuem o   poder de gastar dinheiro tornam-se literalmente homens sem rosto. Quem tem , é digno de ser  amado. Por isso a arte é tão útil a publicidade, pois detona riqueza e espiritualidade ao mesmo tempo que luxo  e valor cultural. A publicidade se apropriou das relações ou implicações entre a obra de arte e o espectador proprietário, procurou persuadi-lo, transformando-o em espectador comprador ( " Modos de Ver" de John Berger, Sven Blomberg, Cris Fox e Richard Holllis).


A sociedade se fragmentou em faixas de mercado, criando um produto cultural fragmentado, cuja única expressão de domínio é o consumo. Se a produção cultural  estiver presa ao circulo vicioso do consumo e se a  cultura estiver fragmentada de tal modo em faixas de  mercado, tornará a arte cada vez mais dependente do mercado.
A cultura de massa, cujo objetivo é o lucro, vai destinar seus produtos aos diversos níveis de gostos , estratificando o consumo cultural. No campo da produção cultural , a arte e a literatura , ditas cultas, são produzidas pela classe dominante para si mesma e a paraliteratura e a arte pop são destinadas  a parte semi-letrada da sociedade.
Segundo Antônio Cândido, pertencemos a uma massa cujas reações obedecem ao condicionamento do momento e do meio que vive.

segunda-feira, 30 de março de 2020

A cultura brasileira



O Brasil é o país com a população mais miscigenada do planeta. Com espaço para as mais diversas religiões, crenças, simbologias, culinária, costumes e diversas outras manifestações culturais, o país possui, dentre tantas riquezas, alguns de seus bens reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.
A conseqüência dessa diversidade é um caldeirão onde tudo se mistura: música caipira, danças européias, ritos da capoeira, cantos indígenas, batida do maracatu, a malandragem do samba, o barulho das guitarras roqueiras, o artesanato indígena, quadros de artistas contemporâneos, pessankas ucranianas (ovos decorados), sandálias nordestinas e tantos outros produtos e traços do tão diversificado povo brasileiro.
Da mesma forma, obras arquitetônicas de estilos que vão do Barroco ao Pós-moderno se unem a um imenso número de obras literárias, teatrais e cinematográficas ampliando ainda mais as ricas manifestações da cultura nacional.

A formação cultural no Brasil

A cultura pode ser definida como um complexo dos padrões de comportamento, crenças, instituições, manifestações artísticas e intelectuais transmitidos coletivamente, e típicos de uma sociedade. No caso do Brasil, a pluralidade é a característica principal da formação de sua cultura.
Durante os séculos de colonização, o território brasileiro foi palco de uma fusão entre as culturas indígenas, portuguesa e africana. Foi nesse período que se deu o início da formação da cultura brasileira que, mais tarde, também recebeu influências dos imigrantes europeus, árabes e asiáticos, e indiretamente de países como a França, a Inglaterra e os Estados Unidos, formando assim uma sociedade altamente miscigenada.

A influência portuguesa

Colonizadores do território brasileiro por 322 anos, de todos os povos que chegaram ao País os portugueses foram os que mais exerceram influência na formação da cultura brasileira. Durante todo período de colonização cidadãos portugueses foram transportados para as terras sul-americanas, influenciando não só a sociedade que viria a se formar, como também as culturas dos povos que já existiam.
A mais evidente herança portuguesa para a cultura brasileira é a língua portuguesa, atualmente falada por todos os habitantes do País. Mas outros legados como a religião católica, os folguedos populares, as figuras do folclore, os pratos típicos da culinária e a introdução de movimentos artísticos como o renascentismo e o neoclassicismo também se enraizaram no Brasil por influência dos colonizadores.

Influência dos imigrantes

Por um vasto período de tempo a população brasileira era, em sua maior parte, composta por negros e mestiços. Com o fim da mão de obra escrava, entre os séculos XIX e XX, a imigração européia foi incentivada tanto para o povoamento territorial de regiões ainda nativas, quanto para o trabalho em regime de colonato (semi-assalariados).
Encantados pela oferta de terras boas para o plantio, Italianos, alemães, japoneses, espanhóis, poloneses, ucranianos, franceses, holandeses, sírio-libaneses, coreanos e suíços se estabeleceram no Brasil. Essa forte expansão imigratória deixou rastros e heranças em todos os aspectos da cultura brasileira, da culinária à arquitetura. Atualmente, esse processo sofreu uma ruptura com a constante queda da chegada de imigrantes, tornando o Brasil um país muito mais emigratório.

A influência africana


A cultura africana é extremamente diversificada e suas características retratam tanto a história do povo quanto a de seu continente. Isso acontece porque os habitantes da África evoluíram em um ambiente cheio de contrastes e com várias dimensões. Culturalmente eles diferem muito entre si, falam um vasto número de línguas, praticam diferentes religiões, vivem em habitações diversificadas e se envolvem em inúmeras atividades econômicas.
No Brasil, a cultura africana chegou através do tráfico negreiro que trouxe para o País povos da África na condição de escravos. Da mesma forma que os indígenas, os africanos tiveram sua cultura repreendida pelos colonizadores. Mesmo assim foram eles que ajudaram a dar origem às religiões afro-brasileiras, e trouxeram muitos de seus costumes para a dança, música, culinária e idioma.

A influência indígena

Primeiros habitantes do território brasileiro, os índios se dividem em diversos povos de hábitos, costumes e línguas diferentes. Cada tribo possui sua cultura, religião, crenças e conhecimentos específicos. A diversidade cultural presente entre as culturas indígenas brasileiras é proporcional à existente hoje em todo o Brasil.
Apesar de a colonização européia ter praticamente destruído a população indígena física e culturalmente, a cultura e os conhecimentos desse povo acabaram por influenciar parcialmente a língua, a culinária, o folclore e o uso de objetos, como as redes de descanso, no Brasil. No período colonial, o principal destaque foi à influência indígena na chamada língua geral, uma língua derivada do Tupi-Guarani que serviu de língua franca no interior do Brasil até meados do século XVIII. Atualmente pode-se ver a herança indígena no folclore das regiões do interior do Brasil, com os seres fantásticos como o curupira, e na culinária com a mandioca, a erva-mate os pratos típicos como o pirão.

As principais festas do Brasil


País reconhecido internacionalmente por seu povo alegre e suas festas animadas, o Brasil possui algumas celebrações já tradicionais, relacionadas diretamente à religiosidade e ao folclore popular. Durante esses festejos, todos se reúnem esquecendo suas diferenças sociais, físicas ou ideológicas por alguns momentos.
No Brasil, as comemorações ligadas à religião se destacam nacionalmente, entre elas as mais celebradas são as festas juninas em homenagem a Santo Antônio, São João e São Pedro, com músicas, danças, pratos e trajes típicos, realizadas no mês de junho. Há ainda, próximo ao Natal, a Folia dos Reis que retrata a viagem dos Três Reis Magos à Belém, devido ao nascimento de Jesus, e a Festa do Divino (sete semanas após a Páscoa) que comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos com muita dança, música, comida e quermesses, e as Cavalhadas que apresentam a disputa entre mouros e cristãos, onde os vencedores (cristãos) assistem à conversão dos mouros através do batizado.
Em popularidade, o Carnaval (considerado uma festa profana) é um dos mais lembrados e o que mais atrai turistas durante sua realização no mês de fevereiro. De origem européia, a festa recebeu no Brasil a influência da música africana e é comemorada atualmente em salões de festas com grandes bailes à fantasia, nas ruas com blocos e trios elétricos e nos sambódromos como os do Rio de Janeiro e São Paulo, que apresentam grandes desfilem de escolas de samba. Em seguida, há também o Réveillon no Brasil, comemorado no litoral com ceias e costumes repletos de superstições e shows com fogos de artifício.



No folclore brasileiro, uma das manifestações mais representativas está na festa do Boi Bumbá ou Bumba-meu-boi, realizada no Maranhão e no município de Parintins (AM). Essa festa reapresenta a lenda do casal de negros em que, devido a um desejo da esposa grávida, o marido mata o boi preferido de seu patrão e esse, revoltado, manda prendê-lo. Porém, o homem consegue fugir e com a ajuda de um pajé ressuscita o boi morto e dá início a uma grande comemoração. Em Parintins essa lenda deu início as apresentações no “Bumbódromo” entre os bois rivais Caprichoso e Garantido, que disputam todos os anos, durante o último fim de semana de junho, a vitória no Festival Folclórico de Parintins, assistidos por um público de até 35.000 participantes.

BNCC: Base Nacional Comum Curricular: Arte

ARTE

No Ensino Fundamental, o componente curricular Arte está centrado nas seguintes linguagens: as Artes visuais, a Dança, a Música e o Teatro. Essas linguagens articulam saberes referentes a produtos e fenômenos artísticos e envolvem as práticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre formas artísticas. A sensibilidade, a intuição, o pensamento, as emoções e as subjetividades se manifestam como formas de expressão no processo de aprendizagem em Arte. 

O componente curricular contribui, ainda, para a interação crítica dos alunos com a complexidade do mundo, além de favorecer o respeito às diferenças e o diálogo intercultural, pluriétnico e plurilíngue, importantes para o exercício da cidadania. A Arte propicia a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre elas. 
Nesse sentido, as manifestações artísticas não podem ser reduzidas às produções legitimadas pelas instituições culturais e veiculadas pela mídia, tampouco a prática artística pode ser vista como mera aquisição de códigos e técnicas. A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artísticas como prática social, permitindo que os alunos sejam protagonistas e criadores. 

A prática artística possibilita o compartilhamento de saberes e de produções entre os alunos por meio de exposições, saraus, espetáculos, performances, concertos, recitais, intervenções e outras apresentações e eventos artísticos e culturais, na escola ou em outros locais. Os processos de criação precisam ser compreendidos como tão relevantes quanto os eventuais produtos. Além disso, o compartilhamento das ações artísticas produzidas pelos alunos, em diálogo com seus professores, pode acontecer não apenas em eventos específicos, mas ao longo do ano, sendo parte de um trabalho em processo. 

A prática investigativa constitui o modo de produção e organização dos conhecimentos em Arte. É no percurso do fazer artístico que os alunos criam, experimentam, desenvolvem e percebem uma poética pessoal. Os conhecimentos, processos e técnicas produzidos e acumulados ao longo do tempo em Artes visuais, Dança, Música e Teatro contribuem para a contextualização dos saberes e das práticas artísticas. Eles possibilitam compreender as relações entre tempos e contextos sociais dos sujeitos na sua interação com a arte e a cultura. 


BNCC - Base Nacional Comum Curricular

Povos indígenas: usando as palavras certas

Quem nunca ouviu esta música de Jorge Ben Jor na voz de Baby do Brasil? Quem não sentiu uma ponta de emoção ao se dar conta que a história do Brasil ocultou a presença dos indígenas na formação da identidade nacional “oferecendo” apenas um dia para “comemorar” a memória de nossos primeiros ancestrais?

Educar é como catar piolho na cabeça da criança. É preciso que haja esperança, abandono, perseverança. A esperança é crença de que se está cumprindo uma missão; o abandono é a confiança do educando na palavra; a perseverança é a perseguição aos mais teimosos dos piolhos, é não permitir que um único escape, se perca. Só se educa pelo carinho e catar piolho é o carinho que o educador faz na cabeça do educando, estimulando-o, pela palavra e pela magia do silêncio. Ser educador é ser confessor dos próprios sonhos e só quem é capaz de oferecer um colo para que o educando repouse a cabeça e se abandone ao som das palavras mágicas, pode fazer o outro construir seus próprios sonhos. E pouco importa se os piolhos são apenas imaginários!

O que narrei até aqui foi para mostrar que as palavras têm um poder enorme de moldar as mentes das pessoas. Elas servem para alçar, elevar, dignificar ao mesmo tempo que podem detonar, humilhar e desqualificar pessoas, povos, grupos, civilizações. Este é o poder que elas têm. Felizmente, porém, a palavra tem como intermediário a consciência humana. Digo felizmente porque a consciência pode ser educada, transformada e utilizar o apreendido para transformar as relações através do uso correto das palavras.

Daniel Munduruku

www.danielmunduruku.blogspot.com.br


SUGESTÕES DE LEITURA:

ALMEIDA, Maria Regina Celestino. Os índios na história do Brasil. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2010. (FGV de bolso, 15. Série História).
RIBEIRO, Berta. O índio na cultura brasileira. São Paulo: Revan, 2008.
STADEN, Hans. Primeiros registros escritos e ilustrados sobre o Brasil e seus habitantes. São Paulo: Terceiro Nome, 1999. 
GAMBINI, Roberto. O espelho índio: formação da alma brasileira. São Paulo: Axis Mundi: Terceiro Nome, 2000.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Arte no ensino fundamental

Para se entender o ensino de Arte na escola, é necessário refletir sobre a tarefa da arte na sociedade contemporânea. Em que sociedade vivemos? Que conceitos de arte sobrevivem? Quais são as definições atuais de arte? Quando falamos de arte e sociedade, sobre qual concepção de arte e de sociedade falamos? Existe uma arte específica para uma determinada cultura? Ou para uma determinada classe social? A tradicional divisão entre arte popular e arte erudita ainda corresponderia à realidade? O que seria arte erudita? Ou o que seria uma arte popular? A arte popular não é para ser levada a sério? Serviria apenas para distrair o leitor/consumidor/ouvinte? Onde se estabelece o limite entre arte e não arte?

Jusamara Souza 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul   

domingo, 28 de abril de 2019

Sophia - 4C - EE PROFº JÚLIO DE FARIA E SOUZA - 2019

TRABALHO DE PESQUISA DE ARTE  

ORIENTAÇÕES: 

  1. LEIA COM ATENÇÃO E RESPONDA AS QUESTÕES CONFORME O QUE SE PEDE; 
  2. RESPEITAR A DATA DE ENTREGA, É ATÉ DIA 17/05/2019 E NÃO APÓS;
  3. TRABALHO DEVERÁ SER IMPRESSO.
  4. LEMBRE-SE ESTUDAR NÃO É SÓ COPIAR E RESPONDER É TAMBÉM TER A RESPONSABILIDADE DE BUSCAR OS SEUS OBJETIVOS E ALCANÇÁ-LOS.

Professora: Marisa S. Feitosa


CONTORNE AS LETRAS DO ALFABETO COM A COR QUE QUISER.

     


PINTE AS LETRAS COM FANTASIA.






Leia o texto e responda as questões.

Faça a ilustração (desenho) do poema: 





sábado, 20 de abril de 2019

4º C, D - E.E. PROFº JÚLIO DE FARIA E SOUZA - 2019


TRABALHO DE PESQUISA DE ARTE  

ORIENTAÇÕES: 

  1. LEIA COM ATENÇÃO E RESPONDA AS QUESTÕES CONFORME O QUE SE PEDE; 
  2. RESPEITAR A DATA DE ENTREGA, É ATÉ DIA 17/05/2019 E NÃO APÓS;
  3. TRABALHO DEVERÁ SER IMPRESSO.
  4. LEMBRE-SE ESTUDAR NÃO É SÓ COPIAR E RESPONDER É TAMBÉM TER A RESPONSABILIDADE DE BUSCAR OS SEUS OBJETIVOS E ALCANÇÁ-LOS.

Professora: Marisa S. Feitosa


     1- Descreva os elementos característicos da Festa Junina presentes nas imagens.


Abertura de São João 2011, no Pelourinho 

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2- Observando as imagens a seguir, quais semelhanças existem entre as festas juninas e as festas de Boi-bumbá?

 Quadrilha - São João - Parque do Povo - Campina Grande - PB



Bumba meu boi - Feira de São Cristóvão - RJ



3- Ao espalhar-se pelo país, o Bumba meu boi adquire nomes, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Cite alguns elementos importantes das festividades do Bumba meu boi. Como por exemplo, os personagens da lenda do bumba-meu-boi.



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4- Numere a segunda coluna de acordo com a primeira relacionando a Festa Junina e suas características regionais.

(1) Região Nordeste          (   ) Incorporou-se o pastel e o cachorro-quente ao cardápio da Festa Junina.
(2) Região Sul                   (   ) As festas juninas são influenciadas pelo país vizinho Paraguai.
(3) Região Centro-Oeste    (   ) Dançam também na quadrilha o “Vanerão”.
(4) Região Sudeste            (   ) A Festa Junina é ofuscada por um festival folclórico.

(5) Região Norte               (   ) O forró é o grande destaque das festas juninas.


                                  QUEM É BUMBA-MEU-BOI?                      

 – Pode me chamar de Bumba-meu-boi. Sou um boi diferente, colorido e festeiro. Feito de papelão, madeira, panos e fitas. Minha festa é de novembro a seis de janeiro. Dentro de mim fica um homem dançando. Giro, ando, corro, brinco e me mexo sem parar. P povo se anima quando alguém tento chifrar. Agora que me conhecem uma música vou cantar.
    No Brasil inteiro, todos me conhecem. Tenho um nome diferente em cada região. Com música e dança conto esta história: meu patrão me encontrou morto e triste ficou. Chamaram o pajé e fizeram um cortejo. Com reza e animação ele me ressuscitou. Boi-Bumbá, Boi-de-Reis, Boi-Calemba. Seja como for, minha festa é uma tradição. Por onde eu passo vou brincando e divertindo. O povo me acompanha com grande euforia. Vão vestidos de vaqueiros, com roupas coloridas. Seguimos de casa em casa, com muita alegria.
1) Qual o título do texto?
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2) Como é o Bumba-meu-boi?
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3) O que fica dentro do Bumba-meu-boi?
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4) Quais outros nomes do Bumba-meu-boi o texto apresenta?
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5) Como as pessoas vão vestidas para acompanhar a festa?
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5º C, D - E.E. PROFº JÚLIO DE FARIA E SOUZA - 2019

TRABALHO DE PESQUISA DE ARTE  

ORIENTAÇÕES: 

  1. LEIA COM ATENÇÃO E RESPONDA AS QUESTÕES CONFORME O QUE SE PEDE; 
  2. RESPEITAR A DATA DE ENTREGA, É ATÉ DIA 17/05/2019 E NÃO APÓS;
  3. TRABALHO DEVERÁ SER IMPRESSO.
  4. LEMBRE-SE ESTUDAR NÃO É SÓ COPIAR E RESPONDER É TAMBÉM TER A RESPONSABILIDADE DE BUSCAR OS SEUS OBJETIVOS E ALCANÇÁ-LOS.

Professora: Marisa S. Feitosa

1- O que significa arte rupestre?

a)      Pintura registrada em cavernas
b)      Desenhos feitos em papéis
c)      Tintas produzidas por fabricas
d)      Arte feita pelas pedras

2-      Quais são os temas realizados nas pedras?

a)      Arco e flecha
b)      Era do gelo
c)      Animais, plantas e cenas de caça
d)      Mãos

3-      As pinturas rupestres mais famosas estão em qual local?

a)      Parque Nacional da Ema, França
b)      La Quina Gardes – le – Pontaroux, França
c)      Parque Nacional M’Ajer, Nigéria
d)      Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí

4-      Quais benefícios o fogo trouxe ao homem pré-histórico?

a)      Destruir a floresta, com o desmatamento
b)      Descobertas arqueológicas
c)      Aquecer-se quando estava frio, iluminar dentro da caverna, defender-se de animais e
cozinhar os alimentos
d)      Para plantar e cozinhar

5-   Os desenhos são formados por figuras de grandes animais selvagens, como bisões,
cavalos, cervos entre outros. A figura humana surge raramente, sugerindo muitas vezes a
dança e, principalmente, a caça, mas normalmente em desenhos esquemáticos e não de
forma naturalista, como acontece com os dos animais. Paralelamente encontram-se
também palmas de mãos humanas e motivos abstratos.       

¨            o texto se refere: 

a- arte rupestre
b- instalação
c- grafite
d- mosaico



Assista ao vídeo e escreva, resumindo o que assistiu.




O desenho comunica